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LinkedIn, um cemitério de empregos fantasmas, agora está se tornando um aplicativo de namoro

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Conteudo

TLDR;

Uma pesquisa com mais de 1.000 trabalhadores nos EUA indica que 1 em 8 formou um relacionamento romântico que começou no LinkedIn. Um em cada cinco usou LinkedIn para pesquisar potenciais parceiros e quase metade dos entrevistados considera as informações da plataforma mais confiáveis que perfis de apps de namoro. Há preocupação com a repercussão: 65% temem que namorar via LinkedIn prejudique a reputação, 34% se sentiriam desconfortáveis com abordagens românticas e 19% afirmam que bloqueariam ou denunciariam o remetente.

Resumo

Uma pesquisa da Zety com mais de mil trabalhadores americanos, divulgada em abril, mostra que o LinkedIn, tradicionalmente usado para networking profissional, vem se tornando um espaço inesperado para romance: 1 em cada 8 entrevistados afirmou ter iniciado um relacionamento amoroso na plataforma. Apesar de 65% temerem danos à reputação, 35% não se preocupam, e 1 em 5 já usou o LinkedIn para checar um possível parceiro — quase metade considera as informações ali mais confiáveis que as de perfis de apps de namoro. Embora quase três quartos defendam que a rede deve permanecer “estritamente profissional”, 26% acham aceitável usá‑la para paquera; homens têm mais do que o dobro da probabilidade de ver isso como apropriado. Há também uma lacuna geracional: millennials (33%) e geração Z (27%) são mais propensos a vasculhar perfis do que geração X (19%) e baby boomers (6%). Os principais atrativos são foto e resumo, conexões em comum, trajetória e escolaridade. Reações a investidas românticas no site variam: 34% se sentiriam desconfortáveis, 31% neutros, 19% bloqueiam/reportam e 16% lisonjeados. Pesquisadores concluem que, em tempos de desinformação, o LinkedIn virou uma espécie de “check azul” para validar credenciais e caráter, refletindo a fusão entre identidade profissional e pessoal.