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N. Katherine Hayles: A New Theory of Mind, from 'Bacteria to AI' | #46

Por Jesse Damiani

Livros Inteligência Artificial Pós-humanismo Podcast

Conteudo

TLDR;

O livro de Katherine Hayles propõe uma nova teoria de mente que integra a cognição humana com capacidades cognitivas não-conscientes de formas de vida simples como bactérias e inteligência artificial. Hayles argumenta que a cognição não requer consciência, sendo mais rápida e conectada ao corpo e ambiente do que a consciência narrativa, que filtra anomalias para criar sentido. Desantropocentrar a cognição humana é essencial para superar a crise ecológica, reconhecendo que somos coletividades simbióticas com dez vezes mais células não-humanas e que a agência é distribuída em assemblages com não-humanos e IA.

Resumo

No corpo humano, o número de células não humanas, como bactérias e vírus, é cerca de dez vezes maior que o de células humanas, e dependemos delas para sobreviver, formando coletividades simbióticas em vez de indivíduos isolados. Em entrevista no podcast "Urgent Futures", a professora Katherine Hayles discute seu livro "Bacteria to AI", culminação de pesquisas desde 2012, que repensa a cognição humana em relação a formas não humanas e artificiais. Partindo de "Unthought", ela argumenta que a cognição consciente é mínima; a não consciente, mais rápida e sensível ao corpo e ao ambiente, processa informações "ruídosas" e alerta a consciência, que filtra via narrativas, ignorando anomalias. Cognição não requer consciência, abrangendo bactérias, vírus e a maior parte da biomassa planetária (90-95%). Hayles propõe um "quadro cognitivo integrado": toda vida processa, interpreta e age sobre o ambiente. Desantropocentrizar é crucial, pois a superioridade humana impulsiona a crise ecológica, ignorando interdependências holobióticas. Relações simbióticas com não humanos e IA demandam agência distribuída, contrastando o humanismo liberal iluminista — fechado em livre-arbítrio e auto-propriedade — com ecologias relacionais abertas. (198 palavras)