terra.com.br ha 6 dias MD Sandbox

Não é nos EUA nem na Europa: grupo de pesquisadores brasileiros desenvolve moléculas que matam células de câncer cerebral

Paper Brasil Inovação Medicina

Conteudo

TLDR;

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), liderados por Luciana Costa Furtado, desenvolveram 11 novas moléculas baseadas no belinostate para combater tumores cerebrais. As moléculas foram testadas em linhagens de glioma e glioblastoma, com duas se destacando por eliminar eficientemente células tumorais, inclusive as células-tronco resistentes. O estudo, publicado na ACS Omega, mostrou resultados promissores em laboratório e simulações indicam bom potencial para uso em humanos.

Resumo

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram novas moléculas com alto potencial para eliminar células de câncer cerebral, como glioma e glioblastoma, tumores agressivos e resistentes a tratamentos convencionais. O estudo, liderado pela doutoranda Luciana Costa Furtado e publicado na revista ACS Omega em 2 de fevereiro de 2026, partiu do medicamento belinostate, usado contra cânceres de sangue, para criar 11 substâncias semelhantes, visando tumores sólidos cerebrais. Nos testes em laboratório, quatro compostos mostraram eficácia inicial na indução da morte celular tumoral, mas duas se destacaram, especialmente uma da classe dos ácidos hidroxâmicos, que demonstrou maior eficiência inclusive contra células-tronco de glioblastoma – as mais difíceis de tratar devido ao baixo número de alvos terapêuticos. Simulações computacionais indicam bom perfil para uso em humanos, com baixa toxicidade prevista. Essa conquista brasileira, destacada pela Xataka no portal Terra, reforça o potencial da ciência nacional em áreas dominadas por EUA e Europa, abrindo portas para novos fármacos contra um dos cânceres mais letais. (198 palavras)